Dá até medo quando se fala em PCN, mas são eles que irão nortear o trabalho do professor.
Algumas reflexões sobre os Parâmetros:
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) na área das Artes são a linha mestra que devem guiar nossa prática em todos os momentos. Eles determinarão a forma com que o professor organizará seu planejamento e quais os aspectos irão nortear o trabalho docente.
Por não se tratar de algo estanque e engessado eles podem ser adaptados de acordo com a realidade de cada situação de aprendizagem ou realidade em que a escola esteja inserida, deixando-o, assim, mais significativo para aquele grupo que estará “utilizando” o que os PCNs tratam. Desta forma, promovem que cada local poderá compor seu Plano de Estudos de forma que cada local explore as artes visuais, a dança, a música e o teatro da forma que melhor lhe convenha.
“Os conteúdos da área de Arte estão organizados de tal maneira que possam atender aprendizagens cada vez mais complexas no domínio do conhecimento artístico e estético, seja no exercício do próprio processo criador, pelo fazer, seja no contato com obras de arte e com outras manifestações presentes nas culturas ou na natureza.”
Além disso, o PCN de artes mostra uma visão reflexiva que prima por um ensino mais crítico que estabeleça, a todo o momento, uma conexão com as diversas áreas do conhecimento. Desta forma a arte não fica, apenas, como um momento em que o aluno exerça sua criatividade, mas como uma das possibilidades de interagir e dialogar com o mundo.
Em minha realidade creio que os PCNs da arte de arte são vistos e não são inteiramente levados em conta. Ainda percebo que muitos colegas observam a arte como uma disciplina que não reprova, que pouco ensina e que quaisquer professores – inclusive os que vão complementar carga horária – podem dar aula. Penso que no momento em que tenham o devido conhecimento do que está determinado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais em arte esta caminhada – que está apenas no início, ganhará novos adeptos.
“Apreciar uma obra de arte pode ser uma oportunidade de ampliação do olhar, da escuta e da percepção como um todo: seja ouvindo música, visitando um museu ou assistindo a uma peça de teatro ou a uma apresentação de dança, temos a possibilidade de vivenciar novas perspectivas e recontextualizar ou ampliar a forma de ver mundo e a nós mesmos.”
Lições do Rio Grande – página 38
Os PCN para o Ensino Médio estão organizados da seguinte maneira: primeiro uma explanação sobre as bases legais, mostrando as Linguagens, os Códigos e suas Tecnologias - Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias - Ciências Humanas e suas Tecnologias.
As artes estão relacionadas às linguagens e exploram a questão da fruição e da apreciação estética. Além disso, mostram que a contemporaneidade deve ser o foco do ensino no Ensino Médio.
A grande diferença do PCN do Ensino Fundamental é a organização – não está estruturado por disciplinas, mas por categorias.
Avalio que o conhecimento é privilegiado neste documento, mas não um conhecimento fracionado – prima pela união de saberes de forma que o aluno possa compreender a relação entre todas as áreas do conhecimento.
Penso que o contexto contemporâneo é contemplado no PCN, principalmente na área de arte pelo fato de deixar clara a utilização das tecnologias nas aulas privilegiando a arte construída com o auxílio da informática, de vídeos e outras formas de arte contemporânea.
Indo além dos PCN, e analisando o material produzido pela Secretaria de Educação do RS, é perceptível a preocupação com a desfragmentação do conhecimento. A organização dos conteúdos em blocos e a união de disciplinas como a arte, a língua portuguesa e literatura com a história fazem com que as relações entre elas fiquem cada vez mais consolidadas.
O ensino por habilidades e competência fica mais objetivo e dinâmico, afinal na rotina do aluno ele não para e utiliza apenas uma área do conhecimento para resolver uma questão. A forma com que a escola tratará os conteúdos terá que servir ao aluno de forma que as habilidades necessárias para o desempenho de diversas atividades seja contemplado. E somente com a reestruturação do ensino proposta nos PCN é que isto será possível.
Criatividade... Esta é a principal característica para uma sala de aula ser agradável e produtiva. Este espaço é reservado para ideias de atividades de arte para a sala de aula e para o laboratório de informática.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
AS regras básicas para ser uma boa professora de arte
Achei interessante esta lista de 10 mandamentos...
Creio que me ajudarao a estar em constante reflexão...
Os 10 mandamentos do professor.
1. Planeje suas aulas tendo em mente que muitas vezes este planejamento pode ser alterado. Seja flexível e criativo.
2. Procure conhecer de perto seu aluno, pois suas aulas dependem deste conhecimento prévio. Não adianta falar em alimentação saudável para aqueles que não tem o que comer em casa.
3. Faça tudo muitas vezes, repita sempre que necessário e das mais diversas formas, atento a tudo e a todos.
4. Estude muito, para poder ensinar bem. Somente quem sabe o que está falando consegue mediar o conhecimento com segurança.
5. Coloque-se no lugar do aluno quando estiver idealizando suas aulas. Pense no quanto deve ser cansativo ficar horas ouvindo e ouvindo.
6. Estabeleça prioridades na sala. A partir de onde eu começo? Quais as dificuldades mais eminentes?
7. Pesquise em várias fontes, pesquisar é a palavra de ordem.
8. Use vários métodos de trabalho, pesquisa em grupo, aulas expositivas, seminários, roda de conversa.
9. Não tenha vergonha de pedir ajuda sempre que precisar. Professor bom é aquele que jamais fica com uma dúvida para si mesmo.
10. Registre, registre e registre. O professor precisa acostumar-se a registrar as coisas boas que realiza em sala e divulgar sempre!
Leila Bambino (Educadora e Psicopedagoga Clínica)
Creio que me ajudarao a estar em constante reflexão...
Os 10 mandamentos do professor.
1. Planeje suas aulas tendo em mente que muitas vezes este planejamento pode ser alterado. Seja flexível e criativo.
2. Procure conhecer de perto seu aluno, pois suas aulas dependem deste conhecimento prévio. Não adianta falar em alimentação saudável para aqueles que não tem o que comer em casa.
3. Faça tudo muitas vezes, repita sempre que necessário e das mais diversas formas, atento a tudo e a todos.
4. Estude muito, para poder ensinar bem. Somente quem sabe o que está falando consegue mediar o conhecimento com segurança.
5. Coloque-se no lugar do aluno quando estiver idealizando suas aulas. Pense no quanto deve ser cansativo ficar horas ouvindo e ouvindo.
6. Estabeleça prioridades na sala. A partir de onde eu começo? Quais as dificuldades mais eminentes?
7. Pesquise em várias fontes, pesquisar é a palavra de ordem.
8. Use vários métodos de trabalho, pesquisa em grupo, aulas expositivas, seminários, roda de conversa.
9. Não tenha vergonha de pedir ajuda sempre que precisar. Professor bom é aquele que jamais fica com uma dúvida para si mesmo.
10. Registre, registre e registre. O professor precisa acostumar-se a registrar as coisas boas que realiza em sala e divulgar sempre!
Leila Bambino (Educadora e Psicopedagoga Clínica)
Releituras...
Também não posso deixar de comentar que, tanto n a minha prática como aluna, como na prática como professora, nunca gostei de releituras. Por inexperiência e por não compreender o conceito pensava em releitura como uma cópia de uma obra de um determinado artista. Cópia fiel, sem uma "leitura" e tão pouco re leitura... Como aluna, nunca conseguia apenas copiar algo feito por outra pessoa. Achava chato ter de repetir cores, formatos lugares. "E se não conseguir pintar com o verde que o pintor usou?" "Será que a professora vai entender que meu verde não é o mesmo?"
Como professora fazia as releituras para ver a percepção dos alunos, mas não fazia reflexão sobre o que estavam produzindo. Apenas pedia que copiassem e acabava julgando os desenhos de acordo com a fidelidade de reprodução, esquecia de examinar a construção do aluno de forma ampla.
Percebo que tanto nas experiências positivas quanto nos fracassos, sempre encontro traços e realizo contrapontos com minhas aulas de arte enquanto criança. É difícil dissociar o que aprendi e a forma com que aprendi de minha vivência como professora.
Estarei sendo apenas uma cópia melhorada do que meus professores de artes foram papa mim?
Lembranças...
Este vídeo é a síntese do que eu sonhava para meu futuro quando era aluna e fazia uracos com uma colher em um edaço de sabonete.
São obras lindas, perfeitas, feitas por um artista que quero descobrir o nome.
São obras lindas, perfeitas, feitas por um artista que quero descobrir o nome.
A aluna que fui determinará a professora que vou ser?
Esta pergunta povoa meu pensamento... Será que serei uma professora tão dedicada como fui uma aluna tão interessada?
Fico lembrando do tempo em que era aluna, minhas responsabilidades eram apenas estudar, beber o néctar do conhecimento e refletir...
Lembro das aulas de arte quanto eram razoáveis. Sempre esperei mais, sempre quis mais. Certa vez, quando estudava em Rio Grande, tive a experiência de participa de uma aula sobre Pat Work. Estuamos vários conceitos técnicos e aprendemos a fazer a costura. Ao mesmo tempo mergulhamos na história daquele artesanato e o quanto era importante para aquelas pessoas fazer tais trabalhos. Contudo a experiência mais marcante foi em uma aula onde a professora escreveu vários nomes de artistas e pediu que cada um de nós escolhesse um dos nomes. Para combinar com Rossele, escolhi Rodin. Neste dia compreendi o que era uma escultura e entrei em contato com termos técnicos como buril, mármore, profundidade. Mas o principal e mais marcante foi à construção de uma escultura com sabão. Pude vivenciar todo aquele mundo do artista com materiais simples e de fácil manejo.
Anos mais tarde, como professora - afinal como professores também somos alunos de nós mesmos - levei para uma turma de segundo ano, uma atividade semelhante. Escolhi o artista Michelangelo, procurei uma obra literária que contasse sua vida e ilustrasse algumas obras e realizei uma contação de história. Feito isso, propus que os alunos pesquisassem sobre algumas de suas obras mais famosas: David e os afrescos da Capela Sistina. Visitamos sites de arte, observamos a Capela Sistina na internet... Foram vários momentos de aprendizagem. E, no final, realizamos o mesmo trabalho que, anos antes, realizei como aluna: fizemos uma escultura, com um sabão e uma colher!
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