quarta-feira, 13 de julho de 2011

AS regras básicas para ser uma boa professora de arte

Achei interessante esta lista de 10 mandamentos...
Creio que me ajudarao a estar em constante reflexão...


Os 10 mandamentos do professor.
1. Planeje suas aulas tendo em mente que muitas vezes este planejamento pode ser alterado. Seja flexível e criativo.
2. Procure conhecer de perto seu aluno, pois suas aulas dependem deste conhecimento prévio. Não adianta falar em alimentação saudável para aqueles que não tem o que comer em casa.
3. Faça tudo muitas vezes, repita sempre que necessário e das mais diversas formas, atento a tudo e a todos.
4. Estude muito, para poder ensinar bem. Somente quem sabe o que está falando consegue mediar o conhecimento com segurança.
5. Coloque-se no lugar do aluno quando estiver idealizando suas aulas. Pense no quanto deve ser cansativo ficar horas ouvindo e ouvindo.
6. Estabeleça prioridades na sala. A partir de onde eu começo? Quais as dificuldades mais eminentes?
7. Pesquise em várias fontes, pesquisar é a palavra de ordem.
8. Use vários métodos de trabalho, pesquisa em grupo, aulas expositivas, seminários, roda de conversa.
9. Não tenha vergonha de pedir ajuda sempre que precisar. Professor bom é aquele que jamais fica com uma dúvida para si mesmo.
10. Registre, registre e registre. O professor precisa acostumar-se a registrar as coisas boas que realiza em sala e divulgar sempre!

Leila Bambino (Educadora e Psicopedagoga Clínica)

Releituras...



Também não posso deixar de comentar que, tanto n a minha prática como aluna, como na prática como professora, nunca gostei de releituras. Por inexperiência e por não compreender o conceito pensava em releitura como uma cópia de uma obra de um determinado artista. Cópia fiel, sem uma "leitura" e tão pouco re leitura... Como aluna, nunca conseguia apenas copiar algo feito por outra pessoa. Achava chato ter de repetir cores, formatos lugares. "E se não conseguir pintar com o verde que o pintor usou?" "Será que a professora vai entender que meu verde não é o mesmo?"
Como professora fazia as releituras para ver a percepção dos alunos, mas não fazia reflexão sobre o que estavam produzindo. Apenas pedia que copiassem e acabava julgando os desenhos de acordo com a fidelidade de reprodução, esquecia de examinar a construção do aluno de forma ampla.
Percebo que tanto nas experiências positivas quanto nos fracassos, sempre encontro traços e realizo contrapontos com minhas aulas de arte enquanto criança. É difícil dissociar o que aprendi e a forma com que aprendi de minha vivência como professora.
Estarei sendo apenas uma cópia melhorada do que meus professores de artes foram papa mim?

Lembranças...

Este vídeo é a síntese do que eu sonhava para meu futuro quando era aluna e fazia uracos com uma colher em um edaço de sabonete.
São obras lindas, perfeitas, feitas por um artista que quero descobrir o nome.

A aluna que fui determinará a professora que vou ser?



Esta pergunta povoa meu pensamento... Será que serei uma professora tão dedicada como fui uma aluna tão interessada?

Fico lembrando do tempo em que era aluna, minhas responsabilidades eram apenas estudar, beber o néctar do conhecimento e refletir...

Lembro das aulas de arte quanto eram razoáveis. Sempre esperei mais, sempre quis mais. Certa vez, quando estudava em Rio Grande, tive a experiência de participa de uma aula sobre Pat Work. Estuamos vários conceitos técnicos e aprendemos a fazer a costura. Ao mesmo tempo mergulhamos na história daquele artesanato e o quanto era importante para aquelas pessoas fazer tais trabalhos. Contudo a experiência mais marcante foi em uma aula onde a professora escreveu vários nomes de artistas e pediu que cada um de nós escolhesse um dos nomes. Para combinar com Rossele, escolhi Rodin. Neste dia compreendi o que era uma escultura e entrei em contato com termos técnicos como buril, mármore, profundidade. Mas o principal e mais marcante foi à construção de uma escultura com sabão. Pude vivenciar todo aquele mundo do artista com materiais simples e de fácil manejo.



Anos mais tarde, como professora - afinal como professores também somos alunos de nós mesmos - levei para uma turma de segundo ano, uma atividade semelhante. Escolhi o artista Michelangelo, procurei uma obra literária que contasse sua vida e ilustrasse algumas obras e realizei uma contação de história. Feito isso, propus que os alunos pesquisassem sobre algumas de suas obras mais famosas: David e os afrescos da Capela Sistina. Visitamos sites de arte, observamos a Capela Sistina na internet... Foram vários momentos de aprendizagem. E, no final, realizamos o mesmo trabalho que, anos antes, realizei como aluna: fizemos uma escultura, com um sabão e uma colher!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Tarsila para crianças

A brasilidade em forma de arte. Tons fortes e pinceladas de tirar o fôlego, assim é a obra de Tarsila. Uma brasileira ousada e a frente do seu tempo, que foi capaz de criar um estilo próprio.
Neste link há atividades interessantes para as crianças. É clicar e conferir!
http://www.tarsiladoamaral.com.br/criancas.html

Para relembrar:
A Semana de Arte Moderna ocorreu em uma época cheia de turbulências políticas, sociais, econômicas e culturais. As novas vanguardas estéticas surgiam e o mundo se espantava com as novas linguagens desprovidas de regras. Alvo de críticas e em parte ignorada, a Semana não foi bem entendida em sua época. A Semana de Arte Moderna se encaixa no contexto da República Velha, controlada pelas oligarquias cafeeiras e pela política do café-com-leite. O capitalismo crescia no Brasil, consolidando a República e a elite paulista, esta totalmente influenciada pelos padrões estéticos europeus mais tradicionalistas.
Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com "a perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual", como informava o Correio Paulistano, órgão do partido governista paulista, em 29 de janeiro de 1922.